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amor liquido·07 de abr. de 2025·2 min de leitura

Cartas sobre Amor Líquido

Lições e fatos que eu tirei do livro "Amor Líquido" de Zygmunt Bauman, um livro excepcional que aborda a fragilidade dos laços humanos e sobre a compreensão das relações afetivas dos dias de hoje.

Cartas sobre Amor Líquido
Amor Líquido, por Zygmunt Bauman - La Parola

Nesse mar turbulento que são os relacionamentos, você pode estar em barco confiável, escolher não entrar, ou ficar na indecisão e levar um “caldo”.
Essa frase veio na minha cabeça agora kkkk, aqui estão algumas anotações que fiz enquanto lia o livro Amor Líquido e absorvia e compreendia o que eu estava lendo:

O amor líquido é como esquiar no gelo, onde você está esquiando em um gelo de camada fina que quanto mais rápido você passa, mais seguro parece ser e existe aquele medo de ficar parado e o gelo se partir.

As pessoas querem relações que não atrapalhem suas futuras relações que “podem ser” melhores, tratando a pessoa atual como algo improvisado.

As pessoas amam e desamam com muita facilidade, os padrões do que é amor foram reduzidos a experiências, e a abundância de experiências amorosas cria uma ilusão grave, amar não é uma habilidade e a prática dela, de ter várias experiências mostra o quão raso eram essas experiências, e que não era Amor.

Os relacionamentos são como a experiência de compra em um shopping, na maioria dos casos são por impulso, desejo, de acabar comprando rápido por impulso e quando chega em casa, talvez não era isso que precisava, não coube em você, não era o que você realmente queria, e você vai lá e simplesmente troca. Eu não estou falando sobre compras…

Até que a morte nos separe está fora de moda, as conexões humanas se tornaram mais frágeis, e os vínculos duradouros enfrentam o desafio de sobreviver à velocidade e volatilidade da vida moderna. A ideia de compromisso eterno, tão central em gerações passadas, soa hoje para muitos como um peso, uma prisão, ou mesmo uma ingenuidade.

O desejo quer consumir e o amor quer possuir, o “desejo” está muito mais alinhado com a lógica do consumo. De querer o novo, o excitante, o que ainda não se tem. Ele se alimenta da falta.
Já o amor quer possuir porque quer permanecer, porque reconhece o valor do outro como insubstituível, que nasce não do controle, mas da admiração profunda, do cuidado constante e da vontade de se fundir, sem apagar ninguém.

Caso se interesse pelo livro clique aqui

Muitas das vezes as pessoas pensam e querem ter relacionamentos bons, duradouros, felizes, etc… Mas acreditam não merecer, e isso me lembra uma cena do filme “As Vantagens de ser invisível”:

Cartas sobre Amor Líquido
Cena de “As Vantagens de ser Invisível”

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