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Ensaio·01 de abr. de 2025·2 min de leitura

O passado era tão bom ou apenas melhor que hoje?

Seria a Nostalgia um castigo, ou um refúgio?

O passado era tão bom ou apenas melhor que hoje?

Seria a Nostalgia um castigo, ou um refúgio?

As vezes me pego pensando no passado, lembrando de momentos bons, momentos ruins, alguns momentos que me dão a sensação de “queria estar lá”, outros momentos dou graças a Deus por não viver mais.

Mas vamos falar de coisas boas, seria a nostalgia um castigo ou um refúgio, se lamentar por não viver em algum ponto do seu passado, lembrar da sua infância e como tudo parecia mágico, aquele filme que você assistia sempre no sofá da sala, tomando um toddy e comendo misto, aquelas viagens de bate-volta em família, aquela amizade que você tinha.

E está você lá, deitado na cama, rolando feeds e se depara com algo que lembra momentos felizes, você se lamenta por não viver algo assim, ou você fica feliz porque aconteceu?

O passado era tão bom ou apenas melhor que hoje?

Tão forte é a Tradição que as gerações futuras sonharão com aquilo que elas nunca viram."

G. K. Chesterton

Esse assunto remete perfeitamente ao porquê de tantos jovens hoje se identificarem e abraçarem algo que nunca viveram, serem mais conservadores e fiéis ao passado.

Com tanta informação, com tantas opções, com tantas ideias de certo e errado, o futuro acaba se tornando um mistério (mais do que nunca).

A incerteza do futuro nos leva a buscar conforto no confiável passado.

O passado por já ter acontecido, se torna algo “tangível” e mais confiável, e por não ter mais acesso a ele criamos um cenário perfeito, a gente quer tanto algo, que quando conseguimos, não é tão interessante, e percebemos que perdemos o que tanto queríamos (não lembro de quem é a frase), é o famoso “Ânsia de ter e o tédio de possuir”.

A gente quer tanto algo futuro, que esquecemos do presente, e quando se torna passado, parece melhor do que o que tem hoje, é um paradoxo.

Por isso tendemos a dizer que o passado era melhor, as coisas eram melhores, os desenhos, os filmes, os alimentos, as casas, tudo parecia perfeito, mas na época não ligávamos pra isso, não achávamos isso porque era o presente, a gente realmente se importa com o que não temos e esquecemos do que temos no agora.

Acho que consegui passar minha ideia, que estava matutando na minha cabeça.

Obs: Provavelmente você pode ter estranhado ter recebido uma newsletter que não estava inscrito, mas estava sim kkkk, ela se chamava “Jornal Perspicaz” e agora se chama “Caneca & Caneta”.

Obrigado por ler até aqui, forte abraço 👍🏻