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dúvidas·20 de abr. de 2026·5 min de leitura

Quanto custa sonhar? | O preço da descrença

O quão dolorido pode ser um sonho desacreditado?

Quanto custa sonhar? | O preço da descrença

Crescemos sonhando em ser tantas coisas, mas no fim não nos tornamos nada. Mas isso é realmente nossa culpa? Ou apenas diminuímos nossos sonhos para caber dentro da realidade ao redor?


“Por que eu não acredito no meu próprio sonho?”

O termo “sonho” já remete a algo lúdico, inventado pela nossa mente, isso devido ao literal da coisa; sonhar é o ato de experimentar situações mentalmente (guiadas pelo inconsciente) enquanto estamos em sono profundo.

Mas assim como no literal, o simples ato de não sonhar já está errado. A pessoa que não sonha enquanto dorme, não está alcançando a melhor parte do sono, devido ao estresse, ansiedade, insônia, entre outras coisas, assim como a pessoa que não tem sonhos enquanto está acordada também passa ou passou por algumas entraves da vida.

Assim como escreveu Machado de Assis em Dom Casmurro.

Quanto custa sonhar? | O preço da descrença

Então, a falta de sonhos enquanto de olhos abertos é causada pela descrença, seja interna ou externa, ocasionada por uma rotina pesada (sem tempo para pensar), medo da frustração e de ser visto tentando, ou por algum desgaste emocional, em que a energia foi minada de você como se estivesse sendo sugado por um dementador. Mas nada disso é sua culpa!


Todas as recusas de um sonho vem da descrença!

A maioria de nós — excluindo alguns — cresceram em lares onde a criatividade, a mudança e o “diferente” não tinha muito espaço para emergir, pois a sobrevivência e o seguro sempre foi o foco, e sim; é muito difícil surgir e fazer algo novo onde nunca surgiu nada diferente, porque mesmo que faça sentido, nunca foi comprovado, e até ser comprovado dói.

Quanto custa sonhar? | O preço da descrença

As vezes não é culpa dos seus pais, porque eles prezam pela sua segurança e/ou esperam que você tenha uma vida melhor do que aquela, e na cabeça deles pode ser que você não alcançar aquilo que eles também não alcançaram, e não suportariam ver você sofrendo.

Eles podem ter passado pelo mesmo que você está passando, ou você acha que eles simplesmente nunca tiveram sonhos?

O ciclo pode estar se repetindo com você e estão tentando apenas arrancar um sonho ainda na raiz para que ele não cresça? Sim!

Mas você também deve levar em conta o quão apavorante pode ser para eles verem seus filhos sofrendo enquanto buscam seus sonhos. (Nem todos são iguais, ignore se não for o seu caso).


O ser humano anseia por sonhos, mas também duvida.

Não sei se você já assistiu A Sociedade dos Poetas Mortos, mas no filme tem um embate muito interessante, onde o Sr. McAllister diz: “Mostre-me um coração livre de sonhos tolos e eu lhe mostrarei um homem feliz”.

Mas Keating rebate: “Mas somente em seus sonhos os homens podem ser verdadeiramente livres. Sempre foi assim, e sempre será assim."

E é nisso que eu acredito, pois a verdadeira liberdade está na imaginação, sem limitações sociais, e sempre foi isso que moveu o mundo.

Porque mesmo aqueles que julgam os sonhos alheios, enxergam e valorizam a concretização deles. É fácil julgar um garoto que está tentando virar jogador de futebol, mas também é fácil admirar um estreante de 15 anos no futebol profissional, então por quê um e outro não?


Por que tanto medo?

Medo de falhar, medo de desapontar, medo de não saber lidar…

Todos estes medos são apenas formas de defesa contra algo novo, assusta por ser inexplorado, não por você ser uma farsa.

E assim como vou trazer na minha próxima newsletter falando sobre medos; não existe nada que mata mais os sonhos, do que os medos, nem mesmo as falhas.

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Desilusão, angústia e cobrança

As vezes por sonharmos alto, acabamos achando uma tremenda loucura, que é impossível, ou que é possível, mas é muito diferente do habitual que está acostumado e você acaba acreditando que é impossível.

As vezes estamos angustiados enquanto buscamos o que queremos, e isso acaba nos tornando um pouco descrentes. Pressões externas afetam o seu interno, e tudo começa a te apertar, até você se questionar.

As vezes nos cobramos de mais, acreditamos estar fazendo pouco, que estamos procrastinando, afinal, o mundo digital nos permite ter acesso a milhares de vidas para se comparar…

Slow down you crazy child

(Vá devagar, sua criança louca)

Mas que estes “as vezes” nunca sejam um “sempre”.

Esta frase que destaquei acima, vem de uma das minhas músicas preferidas; Vienna de Billy Joel.

Ela retrata de forma maestral o que estou falando aqui, ambição, angústia, e pressa. Mas é uma parte específica que vejo poucas pessoas falando sobre, que chama mais a minha atenção; “You’re so ahead of yourself that you forgot what you need” que a tradução é “Você está tão à frente de si mesmo que esqueceu do que precisa.” Retratando a pressa que temos para chegar ao objetivo final e acabar com a angústia, mas que essa pressa toda nos faz esquecer do que realmente importa.


Aonde quero chegar?!

Precisamos acreditar sim em nossos sonhos, acreditar neles mesmo que ninguém acredite neles.

Precisamos sim dedicar bastante energia em nossos sonhos, afinal, ambição sem ação se torna em ansiedade.

Mas o que precisamos também é reconhecer a situação como um todo, entender que tudo tem o seu tempo, mas o que nunca podemos fazer é abandonar nossos sonhos, pois como diria Milton Nascimento:

“Nossos sonhos nunca envelhecem.”

E o quão desapontado pode ficar o seu futuro eu, caso você escolha não fazer algo que pode ser feito?

Na minha opinião o arrependimento dói muito mais que a falha, e toda vez que penso em recuar perante alguma ideia genuína, penso em todos os meus potenciais como se fossem fantasmas, desapontados comigo ao redor da minha cerimônia de funeral.


Tenta acreditar! De verdade.


E com isso eu acabo esse artigo.

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